Em busca de melhores condições para a educação nas aldeias indígenas
ligadas à Ascima, a presidenta da entidade, Libiana Pompeu e seu vice, Antonio
Tavares, estiveram em São Luís, para tratar de assuntos do setor. Libiana foi
recebida pela secretária adjunta de educação, Dra. Graça Tajra, oportunidade em
que foram apresentadas algumas das reividicaçoes para comunidades indígenas.
Para a Secretaria de Estado da Educação foram solicitadas a construção da
escola Uwanog na aldeia Mainumy e reforma da escola na aldeia Patizal. Sempre
em busca de melhorias para as comunidades indígenas através da Ascima, Libiana
Pompeu tem o apoio e credibilidade junto aos líderes indígenas e órgãos do
estado.
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Ascima segue seu desafio em tentar audiência com presidente da Funai
Uma verdadeira luta, é assim que podemos definir as inúmeras tentativas da ASCIMA - Associação Casa de Apoio Comunitário Índia Mainumy, em conseguir uma audiência com a presidenta da Funai, Marta Maria do Amaral Azevedo. O objetivo desta audiência é tratar de assuntos de extrema urgência para os povos indígenas da região de Barra do Corda. Para a presidenta da Ascima, Libiana Pompeu, é uma luta contra o tempo. " A Ascima tem 22 aldeias associadas e precisamos chegar até a presidência da Funal para que lá possam tomarem conhecimento da nossa realidade. Lutamos por melhores condições de saúde, infra estrutura, melhor qualidade de vida para nosso povo. Não queremos de maneira nenhuma que o nosso povo chegue ao ponto de caçar restos de comida nos lixões, como acontece com indígenas na vizinha cidade de Grajaú. Já tentamos esta audiência através de e-mail, enviando documento ofícil, contatos de amigos em Brasília e até a gora nada. Esperamos que a presidenta da Funai se sensibilize com a nossa causa que é humana e pela vida", esclarece Libiana Pompeu.
Festa Junina na Aldeia Mainumy
A comunidade da Aldeia Mainumy promoveu sua festa junina. Crianças, professores e pais de alunos participaram da brincadeira com muita alegria e descontração.
sábado, 16 de junho de 2012
Índios guajajaras estão tirando sustento de lixão em Grajaú
Uma reportagem exibida no JMTV 2ª Edição desta segunda-feira (11)
mostrou a situação em que estão vivendo os indígenas guajajaras que, por
falta de assistência, têm migrado para as periferias das cidades do Maranhão.
Segundo a guajajara Libiana Pompeu dos Santos, as crianças estão
morrendo. "Falta atendimento de saúde para diarreia, gripe, pneumonia",
contou. A indígena faz parte de um grupo de representantes dos
guajajaras que procuraram o Ministério Público Federal para denunciar a
falta de assistência médica, além da ausência de medicamentos e
transporte.
Em vídeo, o repórter Sidney Pereira mostrou uma tribo que está vivendo em uma oca de lona e papelão montada na periferia de Grajaú, a 555 quilômetros de São Luís.
No lugar, indígenas grávidas e crianças passam o dia à espera dos
caminhões de limpeza urbana sob nuvens de fumaça, em meio a urubus. O
objetivo é encotrar algo, em meio ao lixo, que ajude no sustento da
família.
O risco de contaminação é maior porque, muitas vezes, eles acabam
consumindo alimentos encontrados em meio ao lixo hospitalar, onde podem
ser encontradas seringas e medicamentos usados.
Do G1 MA com informações da TV Mirante
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Líder indígena é assassinada com dois tiros na Aldeia Coquinho II, no Centro-Sul do Maranhão
Em protesto, índios vão bloquear BR-226 na próxima quinta-feira (3), para cobrar do poder público mais segurança na região.
A líder indígena Maria Amélia Guajajaras, pertencente a tribo
Guajajaras, foi assassinada neste sábado (28) por volta das 14h com dois
tiros. O principal suspeito do crime, de acordo com testemunhas, mora
com um índia da mesma aldeia da vítima. Após a execução, o assassino
fugiu da localidade.
A indígena era líder da Aldeia Coquinho II, da reserva Canabrava,
localizada entre os municípios de Grajaú, Barra do Corda e Jenipapo dos
Vieiras, região centro-sul do estado do Maranhão.
De acordo com o líder da Aldeia Bananal, a cacique teria sofrido
represália de pessoas que assantam na reserva e devido a uma
manifestação realizada por parte da aldeia solicitando do poder público
mais segurança na rodovia BR-226, que corta as três cidades . Segundo
ele, o número de assalto naquela região tem aumentado.
Manifestação
O caso da morte da líder indígena foi registrado na Delegacia Regional do município de Grajaú. Por conta da morte da cacique, os índios estão organizando uma manifestação para a próxima quinta-feira (3). Eles pretendem fechar a BR-226 para cobrar do poder público mais segurança na região. Além de um posto Policia Rodoviária Federal e das outras polícias, os indígenas pedem também monitoramento das aldeias situadas na região.
O caso da morte da líder indígena foi registrado na Delegacia Regional do município de Grajaú. Por conta da morte da cacique, os índios estão organizando uma manifestação para a próxima quinta-feira (3). Eles pretendem fechar a BR-226 para cobrar do poder público mais segurança na região. Além de um posto Policia Rodoviária Federal e das outras polícias, os indígenas pedem também monitoramento das aldeias situadas na região.
“O problema não é um conflito indígena e sim de segurança pública. Já
fizemos várias manifestações, mas ainda não obtivemos nenhuma resposta
dos órgãos competentes. Estamos lutando pela segurança das pessoas que
passam pela região”, explicou o líder da Aldeia Bananal.
O corpo da líder índígena assassinada foi velado e enterrado no final
da tarde deste sábado (28) na própria aldeia Coquinho II. A cacique, de
57 anos, deixa 7 filhos.
quinta-feira, 19 de abril de 2012
Porque dia do Índio?
Hoje é o dia do Índio, mas você sabe quando e como começou a comemorar esta data? O Ih, Falei! pesquisou e trouxe as informações até você.
Em 1940, o México realizou o I Congresso Indigenista, em que iriam ser discutidos assuntos referentes à qualidade de vida dos índios.
Os próprios Índios também foram convidados a participar do Congresso, mas como estavam acostumados a serem desrespeitados, preferiram não participar.
Mas após alguns dias, os Índios entraram em um acordo e decidiram que iriam participar do Congresso, já que lá seriam discutidos problemas que dizem respeito a eles. A data em que foi tomada esta decisão tão importante era 19 de abril de 1940, por isso este dia se tornou o dia do Índio.
Mas após alguns dias, os Índios entraram em um acordo e decidiram que iriam participar do Congresso, já que lá seriam discutidos problemas que dizem respeito a eles. A data em que foi tomada esta decisão tão importante era 19 de abril de 1940, por isso este dia se tornou o dia do Índio.
Em 1943, Getúlio Vargas, que era o atual presidente do Brasil, decretou que todo dia “19 de abril” seria comemorado o dia do Índio no Brasil.
domingo, 1 de abril de 2012
Reportagem Mostra as Dificuldades dos Índios do Maranhão Para Conseguir Atendimento Médico
A tribo formada por 52 índios, a maioria crianças e idosos, vive praticamente isolada e sofre com a falta de médicos.
No Maranhão, vivem cerca de 32 mil indígenas, que são obrigados a sair das aldeias quando precisam de atendimento médico. Quando chegam na cidade, o drama só aumenta.
Maria Salete Krikati viajou cerca de 70 quilômetros em busca de atendimento na Casa de Apoio à Saúde Indígena de Imperatriz, sudoeste do Maranhão. Encontrou as enfermarias desativadas, camas enferrujadas, colchões rasgados, sem lençol, e banheiros sujos.
Maria Aurora veio de mais longe, viajou cerca de 300 quilômetros para fazer uma cirurgia de catarata, mas corre o risco de perder a visão por causa da demora no atendimento.
Os indígenas também se queixam da falta de transporte para os pacientes. Uma ambulância foi abandonada, enquanto mulheres e crianças se arriscam em uma viagem perigosa na carroceria de uma caminhonete da Fundação Nacional de Saúde.
O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública na justiça em 2008 cobrando providências na Casa de Apoio à Saúde Indígena de Imperatriz.
Segundo Arão Guajajara, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, falhas na política de assistência aos índios provocam sérias consequências nas aldeias. “O alcoolismo, a questão da prostituição, a contaminação de algumas pessoas com HIV, a questão social com crianças e adolescentes, há crianças nos municípios catando lixo. Quem vai dar uma resposta a esse problema social?”, questiona.
Lucínio Brito Carmona, chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão, reconhece as carências no atendimento aos índios e promete uma solução. "Vamos levantar a real situação da saúde indígena e ainda este ano, vamos construir a Casa de Apoio à Saúde Indígena e um posto de saúde".
A Justiça do Maranhão deu um prazo de 120 dias para que o Governo Federal, por meio da Funasa, melhore a assistência à saúde dos índios.
No Maranhão, vivem cerca de 32 mil indígenas, que são obrigados a sair das aldeias quando precisam de atendimento médico. Quando chegam na cidade, o drama só aumenta.
Maria Salete Krikati viajou cerca de 70 quilômetros em busca de atendimento na Casa de Apoio à Saúde Indígena de Imperatriz, sudoeste do Maranhão. Encontrou as enfermarias desativadas, camas enferrujadas, colchões rasgados, sem lençol, e banheiros sujos.
Maria Aurora veio de mais longe, viajou cerca de 300 quilômetros para fazer uma cirurgia de catarata, mas corre o risco de perder a visão por causa da demora no atendimento.
Os indígenas também se queixam da falta de transporte para os pacientes. Uma ambulância foi abandonada, enquanto mulheres e crianças se arriscam em uma viagem perigosa na carroceria de uma caminhonete da Fundação Nacional de Saúde.
O Ministério Público Federal entrou com ação civil pública na justiça em 2008 cobrando providências na Casa de Apoio à Saúde Indígena de Imperatriz.
Segundo Arão Guajajara, presidente do Conselho Distrital de Saúde Indígena, falhas na política de assistência aos índios provocam sérias consequências nas aldeias. “O alcoolismo, a questão da prostituição, a contaminação de algumas pessoas com HIV, a questão social com crianças e adolescentes, há crianças nos municípios catando lixo. Quem vai dar uma resposta a esse problema social?”, questiona.
Lucínio Brito Carmona, chefe do Distrito Sanitário Especial Indígena do Maranhão, reconhece as carências no atendimento aos índios e promete uma solução. "Vamos levantar a real situação da saúde indígena e ainda este ano, vamos construir a Casa de Apoio à Saúde Indígena e um posto de saúde".
A Justiça do Maranhão deu um prazo de 120 dias para que o Governo Federal, por meio da Funasa, melhore a assistência à saúde dos índios.
Globo Rural
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